Segredos do ENEM 2017
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O Guia Definitivo da Prova do Enem 2018

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O Que é o Enem?

A sigla ENEM significa “Exame Nacional do Ensino Médio” e é uma avaliação realizada pelo Ministério da Educação para verificar o domínio de competências e habilidades dos estudantes que concluíram o ensino médio. Ele é usado como parte do processo seletivo de mais de mil Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas. O processo de avaliação do Enem é composto por quatro provas de múltipla escolha, com 45 questões cada, e uma redação. A avaliação do Enem é critério fundamental na seleção para as bolsas do ProUni (Programa Universidade para Todos) e já substituiu a maior parte dos vestibulares individuais universitários.

 

História do Enem

A prova do Enem foi criada em 1998 e tem o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes que tenham concluído o Ensino Médio. Podem participar do exame alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores.

Em sua primeira década funcionava apenas como ferramenta avaliativa para medir a qualidade dos alunos formados no ensino médio e servia como base para entender a qualidade das instituições escolares, assim como o desenvolvimento dos estudantes. À partir de 2009, o Enem obteve também outra função: tornou-se uma avaliação que seleciona estudantes de todo o país para instituições federais de ensino superior, substituiu a maioria dos vestibulares e também serve de parâmetro para programas do governo federal, como o Sisu, Prouni e Fies. Esses programas facilitam a vida de quem sempre sonhou em estudar em universidade pública ou precisa daquela força do governo para pagar a mensalidade da universidade particular, ou seja, se você se enquadra em qualquer uma dessas situações, deve fazer o Enem.

 

Como Funciona o Enem e Como é Calculada a Nota do Enem

Diferentemente das provas de vestibular tradicionais, que contabilizam apenas o número de erros e acertos, atribuindo um valor fixo às questões, o Enem usa uma metodologia especial, a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Entenda como ela funciona e como você pode usar o seu resultado para ter acesso a uma vaga no ensino superior ou em outros programas educacionais do governo:

A metodologia utilizada na correção do Enem é a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Neste modelo estatístico, o valor de cada uma das questões varia de acordo com o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, os itens que os estudantes acertarem mais serão considerados fáceis e, por essa razão, irão valer menos pontos na composição da nota final. Já os itens com menor número de acertos por parte dos estudantes serão considerados difíceis e, por essa lógica, valerão mais pontos. É por isso que é muito comum dois participantes acertarem o mesmo número de itens, mas terem médias finais diferentes no Enem. Esse sistema avaliativo busca selecionar e ter uma distinção mais real sobre as habilidades de cada aluno.

Como os limites de escala variam conforme o nível de dificuldade das questões e o comportamento dos estudantes em cada pergunta, a pontuação sofre alterações a cada edição do exame. Dessa forma, para saber se foi bem na prova, o estudante deverá comparar seu desempenho com as notas mínimas e máximas obtidas pelos participantes da prova do seu ano.

Para montar a prova, o MEC seleciona o conjunto das 45 questões de cada área. Elas têm de medir o domínio das competências, habilidades e conteúdos previstos na matriz de referência do Enem e são compostas equilibrando o grau de dificuldade das questões – fáceis, médias e difíceis. A régua, o pré-teste e o cálculo final da nota são feitos por um método chamado TRI (Teoria da Resposta ao Item).

Pré-teste: Para que cada questão seja colocada na régua, ela passa por um pré-teste antes do Enem, organizado pelo MEC. Participam escolas em todo o Brasil. Cada aluno participante do pré-teste recebe um caderno com 48 questões. Assim, são testados milhares de questões que vão integrar o banco de dados do MEC. Do conjunto de questões do banco, saem as 180 que vão compor o Enem.

 

Como se Atribui a Posição da Questão e o seu Nível de Dificuldade?

Cada questão é submetida ao pré-teste de milhares de alunos. A tabulação de seus resultados quantifica três pontos essenciais de cada questão para garantir um exame de boa qualidade:

a) Parâmetro de discriminação

É a capacidade da questão de diferenciar os alunos em relação à dificuldade da questão. Alguns erram e outros acertam. Se o acerto e o erro são aleatórios, ou todos acertam, a questão não consegue dar informações sobre os alunos e tem de ser refeita.

b) Parâmetro de dificuldade

É o parâmetro que determina a posição da questão na régua. Para que seja possível distinguir um aluno de pouco conhecimento de outro mais bem preparado, o Enem precisa ter perguntas com níveis de dificuldade diferentes.

c) Parâmetro de casualidade

Mede qual é a probabilidade de a questão ser acertada por acaso. Esse parâmetro parte da ideia de que, quanto maior é a proficiência (conhecimento) do aluno, maior a probabilidade de acerto sem chute. Mas, se seu conhecimento é pequeno e a questão é difícil, o parâmetro indica alta probabilidade se o acerto ter sido por acaso.

Conferência e Cálculo das Notas

Na nota final, calculada por computador, o Enem considera a consistência das respostas. Dois alunos com cinco questões certas em Matemática, por exemplo, podem ter notas diferentes. O que acertou as cinco mais fáceis terá uma nota maior, pois seu desempenho é coerente. O outro, que errou questões fáceis e acertou outras difíceis, terá a sua nota reduzida pelo cálculo da casualidade, ou seja, como sua proficiência foi pequena (cinco questões em 45) , a TRI entenderá o acerto nas questões difíceis como “chute” e reduzirá o valor do item certo.

A prova do Enem fornece cinco notas, uma para cada área de conhecimento – Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos e Matemática – e mais uma para a redação. Para o cálculo das notas das quatro áreas é usada a metodologia TRI. A nota de redação segue o sistema tradicional: a nota varia de 0 a 1000.

 

Fies, Sisu, Prouni…

A prova do Enem serve como método avaliativo para o ingresso em diversas instituições de ensino superior assim como processo na seleção de financiamentos universitários e bolsas de estudo, integrais ou parciais.

 

Sisu

A nota do Enem poderá ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior em todo o país. As inscrições da primeira edição deste ano poderão ser feitas de 11 a 14 de janeiro. Serão ofertadas 228 mil vagas e, para participar, o candidato não pode ter tirado 0 na redação. Cada universidade pode também estabelecer notas mínimas para cada uma das provas e para a redação.

 

ProUni

A nota poderá ser usada também para obter bolsas de estudo integrais ou parciais em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para participar dos programas, o estudante não pode ter zerado a redação e precisa obter pelo menos uma média de 450 pontos nas demais provas do Enem.

 

Fies

Os estudantes que já concluíram o ensino médio e queiram solicitar o Fies também podem tentar com ajuda do desempenho no Enem. Eles deverão ter realizado o exame de 2010 ou ano posterior, e precisam ter obtido média aritmética das notas nas provas inferior a 450 pontos e/ou nota na redação igual a 0.

Algumas universidades utilizam o resultado do Enem em substituição ao vestibular ou como uma nota complementar ao seu próprio processo seletivo.

 

Como se Inscrever no Enem 2018

A divulgação de datas de inscrição, realização da provas, período para a solicitação de isenção, assim como demais datas é acessada no site do Enem. A prova é paga e o valor da inscrição pode ser pago em Agências Bancárias, Lotéricas ou Correios.

 

Isenção da Taxa de Inscrição

Terão direito a isenção da taxa de inscrição os estudantes que se enquadrarem em um dos seguintes formatos:

  • Alunos formandos no ensino médio que estudam em escolas públicas têm a isenção da taxa garantida de forma automática
  • Família com renda por pessoa igual ou menor que 1 salário mínimo e meio + Todo o ensino médio cursado em escola pública
  • Família com renda por pessoa igual ou menor que 1 salário mínimo e meio + Todo o ensino médio cursado com bolsa integral em escola privada
  • Família recebe até 3 salários mínimos + Família Inscrita no CadÚnico
  • Família com renda por pessoa de até meio salário mínimo + Família inscrita no CadÚnico

O pedido de isenção deve ser solicitado no Sistema de Inscrição por meio de Declaração de Carência Socioeconômica. Se o pedido de isenção não for aceito o participante deve pagar a taxa de inscrição normalmente. Você deverá acompanhar a situação da sua solicitação na página do estudante.

 

Informações Individuais da Prova

Após a confirmação da inscrição, cada inscrito deverá aguardar a liberação do cartão de confirmação, que normalmente é liberado em outubro. No cartão você terá acesso as seguintes informações:

  • Número de inscrição
  • Data, hora e local das provas
  • Atendimento especializado e/ou específico (se solicitado)
  • Opção de Língua Estrangeira

Você também terá acesso ao cartão pela página do estudante no site do Imep.

 

Quais as Matérias Cobradas no Enem

A prova do Enem é constituída de 4 provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões em cada uma, em um total de 180 questões. Os temas são divididos em:

  • Ciências Humanas e suas Tecnologias: questões que abordam geografia, história, filosofia e sociologia
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias: questões que abordam biologia, química e física
  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: questões que abordam língua portuguesa, literatura e língua estrangeira (inglês ou espanhol)
  • Matemática e suas Tecnologias: questões que abordam matemática e lógica

Todas as disciplinas cobradas na prova fazem parte do currículo acadêmico das instituições de ensino médio regulamentadas pelo MEC.

 

Como é Aplicada a Prova do Enem

As provas do Enem são aplicadas em dois dias, normalmente dois domingos consecutivos. As provas do Enem 2017 serão realizadas nos dias 5 e 12 de novembro.

As provas do dia 5 serão constituídas pelas provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias / Redação / Ciências Humanas e suas Tecnologias.

As provas do dia 12 serão constituídas pelas provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias.

Cada prova tem duração de 4 horas e 30 minutos. O aluno pode solicitar utilizar o banheiro, assim como beber água, nesses casos será acompanhado por um instrutor da prova para que não ocorra situações de interferência de terceiros ou acesso a materiais indevidos. Os alunos deverão guardar celulares e outros acessórios em um porta-objetos que possui lacre e não poderão acessá-los durante a prova sob a pena de eliminação imediata. Os objetos ficarão embaixo da carteira de cada estudante e só poderão ser acessados após a finalização da prova e o estudante já ter deixado o local.

Os participantes poderão levar lanches e bebidas e utilizá-los durante a prova, desde que nenhum dos alimentos causem algum tipo de transtorno ou dificuldade no decorrer da prova durante o consumo. Lanches e bebidas energéticas e de fácil consumo são bastante aconselhadas. Alguns exemplos são frutas já preparadas para fácil consumo, barras de cereais, chocolates com alto índice de cacau, sanduíches naturais que não possuam forte cheiro, sucos e água.

 

Como Estudar Para a Prova do Enem 2018

Todos sabemos que o ideal para a realização de uma preparação adequada para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a construção de um cronograma iniciado no começo do ano letivo e desenvolvido até o dia da prova, mas em muitos casos isso não é possível ou o que acontece. Talvez por terem a percepção de que a prova é distante e haverá tempo de sobra para estudar – o Enem 2017 acontece nos dias 5 e 12 de novembro – ou simplesmente por preferir estudar mais perto da prova, não importa, muitos concorrentes deixam a preparação para os 3 meses antecedentes a prova. O que realmente importa é se organizar e começar a estudar. E nesses 3 meses existe tempo suficiente para se conseguir uma boa base e ter condições de realmente disputar a sua tão desejada vaga, sabia disso?

AGOSTO

Nesse momento clareza é tudo: antes de começar a estudar, estabeleça quais disciplinas serão estudadas por dia ou semana de acordo com as suas facilidades e dificuldades disciplinares e separe o material necessário a cada uma delas. Lembre-se de que um bom estudo depende da sua organização, portanto reúna o máximo de informações possíveis e faça bom proveito delas!

Aproveite também esse primeiro mês para se conhecer melhor. Perceba quanto tempo, em média, você consegue se manter concentrado na leitura, pois dessa forma você poderá estabelecer intervalos de descanso – que são muito necessários – mais proveitosos, em nosso curso você terá acesso a métodos e técnicas que podem maximizar a sua produtividade nos estudos. Além disso, vá fundo nos estudos! Muitos estudantes já se entregam e desistem de levar a sério a preparação devido ao fato da proximidade da prova, no entanto existe tempo para conseguir bons resultados nesse ano ainda, organize-se e siga com consistência o plano de estudos construídos e lembre, procrastinar certamente não será a melhor ideia caso se queira tirar uma boa nota.

Dica: comece com os conteúdos nos quais você tem maior dificuldade, pois assim você terá mais tempo para entendê-los.

SETEMBRO

Agora que você já viu vários conteúdos, o ideal é que você comece a se testar. Ao longo da preparação você já deve ter realizado vários exercícios ao final de cada módulo disciplinar, agora, implemente em sua rotina a realização de “testões”, provas no molde do Enem, com abrangência de todas as matérias, se possível, procure simulados da prova e meta bronca, cronometre o seu tempo de realização assim como técnicas e dicas de realização de prova. A cada simulado feito, perceba quantas questões você não soube responder ou marcou a resposta de forma errada e procure entender por que você errou. Continue estudando os conteúdos mais difíceis para você, pois ainda resta certo tempo para tentar melhorar o seu domínio sobre eles.

OUTUBRO

As provas acontecem no começo de novembro, logo, podemos dizer que outubro é o seu último mês de estudos contínuos – sempre dá para revisar alguns conteúdos nas semanas que antecedem o exame. Portanto, capriche: continue fazendo testes a si mesmo para relembrar os conteúdos revistos e se possível, procure em sua cidade algum cursinho que realize simulados presenciais e veja se tem como participar. Aproveite este mês também para tirar possíveis dúvidas sobre as matérias com os seus professores e procurar dicas em sites com exercícios e conteúdos, como o nosso, hehe. Muitas vezes um método ou dica pode ajudá-lo a estudar ainda melhor!
Por fim, essa é a hora de começar a revisar as matérias com as quais você tem mais facilidade, mas se você ainda achar que precisa de mais tempo com outra disciplina, vá em frente e continue a estudando. Cabe a você definir as suas prioridades.

DICA IMPORTANTE!

O sono e a alimentação são fatores muitas vezes desprezados pela maioria dos estudantes, porém são vitais para uma preparação de sucesso. Você apenas conseguirá ter uma boa absorção do conteúdo se esses dois fatores estiverem corretamente alinhados. Tenha em mente, o tempo de estudo só terá valor a partir do momento que você conseguir ter altos índices de aprendizado e produtividade, ficar horas com sono e sem se alimentar não trarão nenhum benefício para você, então como bem e durma bem!

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30 out, 2017

Coragem