Segredos do ENEM 2017
Shares

Coragem

Shares

CORAGEM!

O que você entende por “coragem” quando olhado no aspecto em relação a preparação para a prova do ENEM? Por que você deve ter “coragem” para ter uma preparação de qualidade para a prova? Não é como se na hora da prova as portas sejam fechadas e sejam soltos dentro das salas leões, tigres, entre outros animais selvagens e você tenha que fazer a prova ao mesmo tempo que luta pela vida, é apenas uma prova, em um lugar seguro e organizado. “Então porque raios tenho que ter coragem para a prova?” você pode estar pensando agora. Pois bem, quando abordo o aspecto da coragem na preparação para a prova e logo no primeiro artigo, não quero me referir a nenhum momento próximo a prova, muito menos em relação a algum risco físico que você deve superar durante a preparação. A coragem a que me refiro é intrapessoal e esse aspecto deve ser encarado por cada aluno de forma verdadeira e adequada.

Muito bem, antes de destrinchar esse tópico irei exemplificar para vocês com um exemplo meu, que percebi durante a construção dessa sequência de artigos. Inicialmente, essa sequência de artigos iria durar 1 mês e seriam apenas 4 artigos e não 5. A mais de 1 mês comecei a escrever os artigos, inicialmente pensei que ao longo de no máximo duas semanas todos artigos estariam prontos, revisados e prontos para a publicação e nos primeiros dias esses fatos pareciam se confirmar. Cada seção de escrita se desenrolava de forma tranquila, sem “travadas” ou falta do que falar, de uma forma fluida eu conseguia alinhar os meus pensamentos e transmiti-los nos artigos com certa facilidade e rapidez. Talvez em apenas uma semana conseguiria finalizá-los, pensei. Pois bem, o meu plano inicial seria finalizar de maneira bruta cada tópico e já ir para o próximo, sem fazer uma correção ou lapidação imediata, assim, quando voltasse para fazer tais atividades, minha mente já estaria mais fresca e apta a perceber erros e inserir algum outro aspecto importante não abordado anteriormente. Em 6 dias todos os 4 artigos já estavam prontos de forma bruta, faltavam apenas as adaptações e correções finais, o que não levariam mais do que 4 dias, pensei naquele momento. Foi quando as “travadas” começaram a acontecer.

Logo quando fui verificar o primeiro artigo fiquei horas apenas para deixar o primeiro parágrafo de uma forma “ideal” para servir de apresentação a sequência de artigos. De forma alguma conseguia me satisfazer com o resultado do que escrevia e não achava que tinha nível para ser apresentado e divulgado em nossas mídias sociais e na nova seção de artigos do site. Depois de muito tempo, resolvi parar naquele dia e esfriar a cabeça para no dia seguinte conseguir fazer de forma mais produtiva as correções finais. No outro dia, a mesma coisa. Depois de horas consegui fazer com que o parágrafo inicial ficasse “aceitável” para mim, mas mesmo assim, longe de ser o que eu entenderia por ser excelente. Pensei então, que tinha chegado na parte realmente complicada durante a construção de um artigo, a lapidação. Procurei nos dias seguintes ficar mais focado para que a finalização dos artigos não se prolongasse tanto a mais do que o planejado e já tinha planejado um roteiro bacana para anunciar em nossas mídias o lançamento desses artigos. Com o passar dos dias posso dizer que perdi um pouco do entusiasmo inicial em relação ao lançamento, tinha em mente que seriam artigos que iriam mudar a forma como os leitores percebem a preparação para a prova, mas, a partir dessas travadas e uma desconfiança sobre a excelência de qualidade dos artigos, uma certa insegurança e descontentamento comigo mesmo se abateu. Depois de duas semanas no processo de “lapidação” dos artigos, resolvi ficar uma semana sem trabalhar nos mesmos, assim talvez, minha mente teria uma descanso, voltaria fresca e mais produtiva. Foi quando percebi uma outra situação em minha rotina. Estou participando de dois torneios de futebol aos finais de semana e antes do início desses torneios tinha feito um compromisso comigo mesmo de ser campeão e melhor jogador das competições, não quero me gabar aqui mas sempre fui um excelente jogador de futebol, então, nenhuma das situações seriam novidade em minha vida. Fiz esse compromisso pessoal pois senti que precisava reencontrar dentro de mim esse jogador indiscutível, pois, apesar de sempre manter um bom nível de atuação nos jogos, tinha bastante tempo que não levantava uma taça ou era considerado o “craque” do campeonato e essa situação começou a me incomodar.

Você deve estar se perguntando o que tem a ver a prova do Enem com as minhas competições amadoras de futebol, certo? Diretamente, uma coisa realmente não se liga com a outra, mas, percebi uma situação no futebol que me levou a fazer uma reflexão mais profunda e ligou-se na minha experiência na construção dos artigos. Apesar de ter feito esse compromisso de jogar com foco, garra, autoridade e liderança no campeonato, as minhas atuações ficaram longe de ter salto de qualidade que esperava. Em várias situações do jogo tomava decisões que eram mais simples, poucas vezes arriscava um drible diferente ou um chute a gol. De certa forma, mantive os níveis de atuação anteriores aos campeonatos e praticamente nada do que objetivei em realizar foi realmente feito. Após o jogo da última semana, parei para pensar o que pode ter acontecido comigo para não conseguir atuar da maneira que atuei ao longo da vida. Fiquei realmente chateado com isso, sou um grande fã de futebol e jogar em alto nível foi sempre uma das grandes alegrias em minha vida e mesmo determinado a voltar jogar dessa maneira, não estava conseguindo, sem nenhuma razão fisiológica que pudesse atrapalhar esse rendimento. Ao final do meu jogo, primeira derrota do meu time no campeonato apesar de eu não ter feito nenhuma atuação memorável, comecei a assistir o jogo seguinte e conversar com meu pai sobre o mesmo. Um dos abriu 3×1 de vantagem e nesse momento o resultado era considerado “zebra” pois o time que estava perdendo era líder do campeonato após a derrota do meu time e tinha em geral melhores jogadores que o outro time. Nessa conversa com meu pai, falei sobre um jogador do time que perdia no momento, camisa 10, excelente jogador, muito habilidoso, mas naquele momento não fazia uma boa atuação, tentava dribles que não davam certo, errava muitos passes e chutes ao gol. Mesmo com um dia em que as coisas não andavam bem para ele em nenhum momento ele deixava de ser o jogador que sempre foi, continuava arriscando os dribles e chutes, pedia a bola todo momento e não se escondia do jogo. Disse ao meu pai que se fosse um outro jogador, já teria deixado de fazer essas jogadas há muito tempo, o time já teria brigado e deixado de tocar tanto a bola para ele. Só que não foi isso o que aconteceu. Obviamente o time deu uma “bronca” nele, mas não no sentido de reprimi-lo e sim cobrando que ele acertasse o próximo lance, lembrando o quanto o time precisa dele e o quanto ele pode render. Mais importante do que isso, em nenhum momento deixaram de tocar a bola ou confiar nele. Esse camisa 10 fez os próximos dois gols do jogo e deu o toque para a virada do time. No final, o jogo terminou empatado em 4 a 4, mas, a situação desse jogador foi o que me elucidou o porquê de eu não conseguir as atuações em alto nível que planejei para o campeonato e o porquê não conseguia também finalizar os artigos.

Em algum momento da minha vida, após perceber que não seria jogador profissional, os meus níveis de competitividade diminuíram bastante, na verdade nunca fui um atleta bastante competitivo, mas sempre gostava de ganhar e ter atuações de destaque e tais situações eram frequentes em minha vida. Mas com o tempo, essa falta de competitividade fizeram com que eu perdesse aspectos importantes do meu jogo e principalmente a minha mentalidade de jogador daquela época. Após esse jogo, percebi o que faltava em mim para voltar a ter as atuações que planejava realizar durante o campeonato: CORAGEM! Isso mesmo, esse camisa 10 que citei acima em nenhum momento do jogo deixou de executar os dribles, chutes e outras jogadas individuais mesmo com um baixo aproveitamento até um certo momento do jogo e nenhum dos seus companheiros tentou inibir esse comportamento durante a partida, pois todos confiavam nele e acima de tudo, ele tinha confiança nele mesmo. Meu primeiro pensamento foi de que me faltava confiança para voltar a jogar da maneira que jogava a muito tempo atrás. Então percebi esse “muito tempo atrás”. Pelo dicionário e pelo contexto acima confiança quer dizer “crença de que algo não falhará, de que é bem-feito ou forte o suficiente para cumprir sua função”. Como disse, os companheiros de time do camisa 10 não reclamaram ou tentaram inibir o modo de jogar dele pois tinham confiavam que ele poderia a qualquer momento voltar a ter uma atuação de destaque e acertar os dribles, chutes, etc. No meu caso, já imaginei no primeiro erro os meus companheiros com a cara virada, no segundo falando pra tocar a bola, no terceiro falando para eu jogar sério, no quarto e quinto me mandando jogar “baralho”. Pelo fato de não atuar recentemente da maneira que jogava quando mais novo, os meus companheiros de time não tem essa percepção do meu futebol e não tem essa confiança de que eu possa jogar de uma maneira que ele não conhecem. Muito provavelmente não chegaria nem a quarta tentativa de jogada, pois na segunda eu mesmo já ficaria ressabiado comigo e se errasse a terceira, com certeza não tentaria nada de diferente no jogo, pois não teria confiança de que essa situação poderia mudar, afinal, há muito tempo jogo de outra maneira. E essa situação fez com que eu acrescentasse um novo aspecto aos quatro anteriores e também com que vocês pudessem ler hoje esse artigo.

Quando parei para pensar, a úncia coisa que faltava para que os artigos fossem finalizados e publicados era a minha coragem. Coragem de aceitar que talvez os artigos não fossem bons o suficiente para mudar a vida de ninguém, que talvez nem bons eles seriam. Coragem de aceitar as críticas e julgamentos que viriam com o lançamento dos artigos. Coragem de encarar a decepção de alguma pessoa possa seguir a risco o que eu irei dizer e mesmo assim não conseguir a aprovação. E não tem como ser de outra forma, afinal, esses são os primeiros artigos que escrevo para um número tão alto de pessoas. Não tem como eu ter uma grande confiança em algo inédito. Com certeza ao longo do tempo e com essa prática recorrente, essa necessidade de coragem para lançar um artigo irá se diminuir até quase não existir, pois será substituída pela confiança, mas neste momento, é o famoso “cara e coragem” e não tem outra maneira.

Esse é o motivo de a CORAGEM ser abordada primeiro nessa sequência de aspectos chaves. Muitos de vocês irão fazer o Enem pela primeira vez, seja porque estão no 3º ano do ensino médio e irão se formar nesse ano, seja porque acabaram há anos o ensino médio e não chegaram a fazer um vestibular. Nas interações que tenho pelos nossos meios de suporte ou mídias sociais, muitos de vocês tem essa insegurança e medo em torno da preparação e resultado na prova. Muitos pensam em desistir de fazer o curso de desejo por ser muito concorrido, muitos não acreditam que podem passar em uma universidade pública, aliás, alguns pensam em desistir de fazer o Enem por não terem confiança de que irão obter um bom resultado. O que quero com esse artigo passar para vocês é: está tudo bem! Não existe problema algum em sentir essa insegurança nesse momento, é extremamente normal. Vocês nunca passaram por essa situação, seria até anormal ter um alto nível de segurança e confiança no começo de uma preparação. Muitos também irão fazer a prova esse ano pela segunda, terceira, quarta, …, vez e não tem mais nenhuma confiança de que podem conseguir a vaga desejada e de certa forma os insucessos anteriores corroboram essa falta de positividade. Para vocês o que eu digo é: Coragem! Em um post anterior na página existe uma frase que diz “ O insucesso eventual só se tornará em derrota se você desistir do seu objetivo, caso contrário, será apenas um obstáculo superado em sua caminhada.”. E na maioria dos casos, ainda existe desconfiança, pressão, falta de apoio de familiares, amigos próximos, amigos nem tão próximos, o que gera mais insegurança. Nesse primeiro artigo lhes digo novamente: Coragem!

Não quero parecer superficial e dar a entender que apenas com a Coragem todos serão aprovados e felizes para sempre, longe disso. Essa sequência de artigos irão abordar 5 aspectos chaves para a preparação e realização de uma prova classificatória de qualidade, a coragem é apenas o primeiro desses aspectos e apenas com ela, ninguém irá ter sucesso algum, que fique claro. O que quero dizer é que sem ela, talvez, muitos não consigam sair de uma zona de medo e insegurança, o que na realização de qualquer “prova” é fatal. Deixe-me dar um exemplo que assisti em um vídeo essa semana quando preparava e estudava conteúdos sobre coragem nessa semana: Imaginem um bebê que não sabe andar. Primeiro ele engatinha, arruma um modo de se mover sozinho. Logo, por observação, ele percebe que todos andam apenas com as duas pernas e também tentará copiar essa ação. Na primeira tentativa de ficar em pé, ele cai, assim como na segunda, terceira, quarta,… e enésima tentativa. Até que em algum momento, ele vai todo torto, parecendo um ser empenado, sair com passos estranhos e conseguir pela primeira vez a andar, nem que seja por alguns segundos. Para nós, andar é algo natural e simples, ninguém pensa na atividade de andar, nós apenas andamos, é simples. Mas existiu um momento em nossas vidas que esse foi o maior desafio para nós, podemos não lembrar, mas em algum momento, nós encaramos o medo de frente e fomos maiores do que ele, vencemos a situação e logo em seguida, caímos, talvez até nos machucamos, alguns podem ter ficado ressabiados por um tempo, porém, eventualmente tentamos outra vez, outra vez, outra vez, até que depois de provavelmente centenas de tentativas, conseguimos ficar de pé, tortos, mas de pé.

Vamos para outro exemplo: com certeza todos vocês já ouviram falar de Harry Potter. Mesmo que não saibam muito bem o que é ou a história já ouviram falar sobre os livros e filmes. Hoje, qualquer pessoa que olhar para os resultados e popularidade dessa saga deve pensar que não tinha como não ser um sucesso, que a escritora dos livros soube abordar exatamente o que era necessário para que os livros fossem esse sucesso, que feliz da editora de livros escolhida por ela para publicar a história. Pois bem, JK Rowling, autora da saga Harry Potter, teve nada menos do que 12 rejeições de editoras quando mandou o manuscrito na tentativa de conseguir alguém que publicasse primeiro livro de Harry Potter. Perguntada sobre o que a levou a insistir nessa publicação, ela respondeu que não tinha nada a perder e que isso a deu “coragem” o suficiente a continuar tentando sempre que recebia um não. Veja bem, ela não disse que tinha confiança naquele momento e não tinha como realmente ter, pois, Harry Potter era apenas um manuscrito com alto índice de rejeição das editoras até então, mas ela teve coragem para mesmo sem tanta confiança, agir até conseguir alcançar o seu objetivo. E esse é o aspecto que passo para vocês nesse artigo.

Muitos de vocês agora tem inúmeras justificativas em suas cabeças para não levar tão a sério ou se esforçar para a prova deste ano, para alguns já está em cima da hora, para outros essa será apenas uma prova de experiência, já para outros passar em uma universidade pública é quase que impossível. Essas são as nossas formas interiores de revelar que estamos com medo e como já disse isso é normal, o que não podemos deixar acontecer é que esse sentimento seja responsável ou justifique nossas atitudes e eventuais fracassos. Para qualquer pessoa agora com formação do ensino médio e capacitada a fazer a prova, ainda existe tempo de ter uma ótima preparação para o Enem e demais vestibulares. Você tem chances de ser aprovada(o) na prova deste ano, não importa o quão concorrido seja o seu curso. Pesquise sobre pessoas que conseguiram resultados extraordinários e quase impossíveis devida a dadas situações e você perceberá que não seria a aprovação em uma prova mais improvável do que elas. Tenha coragem de dizer para você mesmo(a) que vai fazer de tudo para ser conseguir a vaga neste ano. Tenha coragem de olhar para a sua rotina e largar mão de hábitos que neste momento não lhe trazem benefício algum. Tenha coragem de começar a levar a sério os estudos e mesmo que no início tenha resultados ruins, continuar com empenho e persistência. Tenha coragem de dizer “não” para algumas situações e priorizar o que é importante nesse momento. Tenha coragem de olhar para os seus familiares e amigos, mesmo que não consiga a aprovação neste ano e dizer que fará de tudo para que no próximo ano a vaga seja sua. E acima de tudo, tenha coragem de dizer para você mesmo que o caminho para a aprovação é cansativo, difícil e sem garantias de sucesso, mas que mesmo assim, você vai trilhá-lo com seriedade e disciplina.

Apenas uma observação final, de forma alguma quero ter dado a impressão a vocês de que esse é um artigo motivacional, não é o intuito. Tentei dar acima alguns exemplos reais e até pessoais, de que para ter sucesso e bons níveis de confiança no que fazemos, inicialmente temos que ter coragem de passar por uma situação, mesmo sem ter confiança naquele momento. Obviamente você pode ter a coragem de levar a preparação a sério, se esforçar de verdade de forma inteligente e planejada e ainda assim não conseguir a vaga neste ano. Como também pode conseguir. O que eu garanto a vocês é que sem a coragem de começar a se organizar e ter uma preparação adequada, o resultado será negativo. Um grande abraço e semana que vem voltaremos para falar sobre o próximo aspecto, a importância do PLANEJAMENTO durante a preparação para a prova.